segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Céu limpo com a Pequena e Grande Nuvem de Magalhães

    Neste verão, o observatório SOFIA teve acesso a um céu limpo e sem poluição luminosa, e não poderíamos deixar essa oportunidade escapar. Registramos a Via Láctea e a Pequena e Grande Nuvem de Magalhães. Abaixo, estão os registros feitos, com direito a registro de meteoros, satélite e vaga-lumes. 

     Não foi possível levar a montagem equatorial motorizada (pois estávamos no quintal do Horácio, senhor que nos cedeu seu quintal para nossa observação). Os registros foram feitos com uma Canon 60D, tripé fixo, sem intervalômetro e tem exposições entre 20s e 30s, ISO entre 1600 e 6400. Todas foram tiradas com a lente EF de distância focal 18-135mm, em 18mm, com exceção dos registros em zoom das Nuvens de Magalhães, que foram em 135mm e 44mm para a Pequena e Grande Nuvem, respectivamente.    
Constelação de Touro iluminando o céu e um bando de vaga-lumes iluminando o chão :)



Via Láctea, Canopus e Grande Nuvem de Magalhães

Satélite (esquerda da foto), meteoro (esquerda superior), Grande Nuvem de Magalhães (centro) e Pequena Nuvem de Magalhães (centro à direita)

Via Láctea

Da esquerda para a direita: Meteoro, Grande Nuvem de Magalhães e Pequena Nuvem de Magalhães


Grande Nuvem de Magalhães

Pequena Nuvem de Magalhães e Aglomerado de 47 Tucano

Via Láctea, Grande Nuvem de Magalhães e a Vila Marumby, sede de Verão do Observatório SOFIA

Time lapse das Nuvens de Magalhães com participação especial de meteoros e satélite

O observatório SOFIA gostaria de agradecer ao senhor Horácio Amaral, que nos emprestou seu quintal por volta das 23h do dia 9 de Janeiro de 2016, enquanto jogava pife com a família. Muito Obrigado!

Dúvidas? Sugestões? Comente!

Laura, a vaga-lume disfarçada.



Júpiter, Marte e Nebulosa de Órion (M42)


    Aqui no sul do Rio Grande do Sul não tivemos uma boa semana de observação, já que semana passada o tempo fechou, e tivemos até uma bruma vinda do oceano, que impediu a observação devido à grande umidade que estava. Além disso, o alinhamento da montagem equatorial que usamos para o registro estava ruim pra não dizer péssimo, mas mesmo assim, tentamos fazer algum registro. 
    
    Os alvos dessa vez foram os planetas Marte, Júpiter e a Nebulosa de Órion(M42). O objetivo era fazer diversas imagens deles e empilhar no Deep Sky Stacker ou no AutoStar Envisage, mas devido ao mal alinhamento da montagem, os objetos ficaram "dançando" pelos frames e o resultado foi uma espécie de Star trail torto. 

    Abaixo, estão dois single frames de cada planeta e um gif da Nebulosa de Órion (sim, deu até pra fazer um gif de tanto que a montagem não o acompanhou). Os exifs estão em cada imagem.

Marte

Júpiter e algumas de suas luas
Nebulosa de Órion passeando pelo sensor da câmera