sábado, 30 de março de 2013

NGC2207 e IC 2163 - Galáxias em Interação

A NGC2207 e a IC 2163 são um par de galáxias espirais em colisão, localizadas na constelação do Cão Maior, à cerca de 80 milhões de anos luz de nós.

A algum tempo atrás, eu havia registrado esse sistema em colisão com o Telescópio Meade de 8 polegadas porém, o resultado não foi o que eu esperava. A umidade e o tempo me atrapalharam um pouco. Então, no dia 27 de março (Quarta-Feira) eu tentei (novamente) registrar essas duas galáxias. O tempo estava perfeito e sem vento algum. O único problema real era que tinha muitos pernilongos e mesmo que eles não me mordessem, me torravam a paciência.

Dessa vez, utilizei o Telescópio Meade de 12 polegadas (já que este objeto tem um diâmetro aparente pequeno). Por se tratar de um objeto tênue, utilizei frames de 42,2 segundos nos 3 filtros, e mais um adicional de 60 segundos sem nenhum filtro. Registrei 10 frames em cada filtro. O processo de redução foi o mesmo de sempre (demorado). Ao fim, consegui o resultado que eu queria.

A primeira imagem que vou mostrar foi a que fiz a um tempo atrás com o Meade de 8", não tive muita paciência no processo de redução, já que, eu sabia que não conseguiria aproveitar muita coisa.

NGC2207 e IC 2163 - Meade LX90 8" + DSI II Pro - Leandro Almeida
Abaixo segue o resultado do trabalho realizado nesta Quarta-Feira.

NGC2207 e IC 2163 - Meade LX90 12" + DSI II Pro - Leandro Almeida

Leandro Almeida (Ted)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Alguns fatos sobre a nossa Lua - FURG

Não há nada muito emocionante acontecendo em nossas vizinhança espacial no momento, então neste post citarei algumas curiosidades sobre o nosso único satélite natural, bem como algumas fotos registradas com o equipamento do nosso observatório nos primeiro meses de 2013.

Cientistas acreditam que a lua se formou quando um objeto do tamanho de marte colidiu com a terra à 4,5 bilhoes de anos atrás; de nosso ponto de vista (aqui da terra), a lua e o sol têm aparentemente o mesmo tamanho; é o quinto maior satélite natural do sistema solar; está sempre mostrando apenas uma face para nós; mesmo que a órbita da lua pareça estável, ela esta lentamente se afastando de nós a uma taxa de 4 centímetros por ano; após aproximadamente 50 bilhoes de anos, a lua irá parar de se afastar e ficará em uma órbita estável, levando cerca de 47 dias para orbitar a Terra; apenas 12 pessoas andaram na superfície lunar.



22 / 03 / 2013
22 / 03 / 2013
Nossa Lua, Júpiter e 4 Luas









Janeiro

Fevereiro








Ted - Hobbit


sábado, 9 de março de 2013

Eclipse em Júpiter Parte 2

Esta postagem é apenas um Anexo da postagem do dia 24 de fevereiro.

Eu havia feito o registro do eclipse pela lua Ganimedes em Júpiter com a câmera CCD DSI II Pro da MEADE, mas entre uma troca de configuração e outra, acabei fazendo um pequeno video com a configuração: Ocular 16mm + Barlow 2x + Iphone 4 câmera. Ao chegar em casa para trabalhar nos arquivos da Meade, acabei me esquecendo que também tinha feito um video com o Iphone.

Bom, hoje eu lembrei (=^.^=). Alinhei no AE, empilhei no ASIP, Corrigi no RegiStax e pós-processei no PS. Lembrando que eu segurei o celular na mão. :-)

Segue:

Júpiter com a sombra da Lua Ganimede - Meade LX90 12" + Iphone 4
Clique na imagem para ampliar.

Ted, o Bárbaro.

Uma Lua, Um frame

No dia 26 de Fevereiro o céu estava bem limpo, (limpo até demais). Infelizmente não pude aproveitar muita coisa pois, a lua estava cheia e iluminava cada partícula de poeira na frente da ótica. Ou seja, nada de completar o catálogo messier.

Mas em compensação, registrei ótimas imagens dessa lua chata. Finalmente usei a ocular de 32mm de campo aberto de 2 polegadas (sem holder, na mão mesmo).

segue:

Meade LX90 12" Open Field 32mm 2" - Iphone 4
Clique na imagem para ampliar.

Ted-Wester

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Eclipse Solar em Júpiter

          Em nosso Planeta, é raro temos a oportunidade de ver um eclipse solar, isso sem contar que muitas das vezes, este evento não é visível de nossa latitude. Porém, isso acontece praticamente todos os dias no planeta Júpiter, pois ele tem 8 luas principais com períodos bem menores que um mês.

          Se estivessemos na Lua no momento de um eclipse solar aqui na terra, veriamos uma grande sombra atravessando o planeta, a sombra da lua.

Simulação Eclipse solar Lua-terra visto da Lua.
          No dia 22 de fevereiro de 2013, (noite aberta, perfeita pra terminar o catálogo messier) estava ventando um bocado, e não pude fazer registros mais profundos. Então decidi fotografar Júpiter. Vale lembrar que a câmera DSI II pro da meade "não" é uma câmera planetária, ela não tem esse propósito e possui baixíssima resolução. Então preciso trabalhar somente com a capacidade de ampliação do telescópio. Neste dia, usei o MEADE LX90 de 8 polegadas, (pois ia registrar objetos de grande diâmetro aparente. Acabei por utilizar uma Barlow de 2x junto à DSI. Realizei um total de 60 frames de 0,0150 s. O ponto preto na parte superior de Júpiter, é a sombra do satélite Ganymede.


Júpiter e 3 Luas: Europa, Ganymede e Io
     Mesmo com a turbulencia atmosférica, e a baixa resolução da câmera, foi possível registrar esse acontecimento.

Leandro Almeida

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nebulosa de Órion em detalhes

          A nebulosa de Órion é um dos objetos mais estudados do céu e se encontra na constelação de Órion, entre as conhecidas "3 Marias" (cinturão de Órion) e a estrela Rigel. Está à uma distância de 1.600 anos-luz da terra (aproximadamente 1.51e16 km ou 15 quadrilhões de km) ou seja, sua luz levou 1.600 anos para chegar até nós. É uma das poucas nebulosas visíveis sem o auxílio da fotografia de longa exposição, possuindo uma magnitude aparente de 4.0.
          Para a M42 (nome no catálogo Messier), foram utilizados os telescópios MEADE LX90 de 8” (Mosaico em preto e branco) e GREIKA 150x1400 de 6” (região central em cores) em conjunto com as câmeras DSI II Pro e HS10. O processo fotográfico envolveu o registro de 7 setores da nebulosa, sendo empilhados 10 frames de 21.1 segundos em cada, totalizando aproximadamente 25 minutos de exposição para o mosaico. O processamento digital envolveu a revelação das imagens e a correção do ruído , bem como o alinhamento para formar o mosaico. A fotografia em cores da região central foi realizada no ano de 2012 com o telescópio GREIKA, utilizando os filtros vermelho, verde e azul (RGB) no processo de registro, totalizando 11 minutos de exposição no RGB. Como esta nebulosa possui 65 arc-minutos de diâmetro e o sistema LX90+DSI cobre 10 arc-minutos do céu, seriam necessários 6x6 setores para cobrir toda a área de Órion, o que levaria aproximadamente 6 horas de exposição para ter um trabalho final em cores, além do tempo de troca de filtros, reajustes de posição e processamento, é claro. Como estamos no horário de verão, o tempo noturno útil para registro é drasticamente reduzido. Assim, em média, faço os registros entre as 21:30 e 23:00 (pouquíssimo tempo para um mosaico colorido).

          O Poster destaca ainda, um choque em arco (do inglês bow shock) na estrela SAO 132308, que é o arco formado entre a magnetosfera da estrela e o meio interstelar (poeira e gás).



          É um trabalho demorado e específico, mas o resultado sempre vale a pena.


Para saber mais sobre Bow Shocks, acesse:

http://adsabs.harvard.edu/cgi-bin/bib_query?2011A%26A...531A..13S


Autor: Leandro Almeida

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ocultação de Júpiter com Tender e Vinho

     Para comemorar o nascimento de Dionísio, Mitra, Herácles, Horus, Attis ..... (e mais um monte), os céus reservaram um acontecimento especial para esse dia: A ocultação de Júpiter pela lua (again).

     Então, já que estamos todos em recesso, e provavelmente com nossas famílias no momento. Por que não olhar para o céu e dividir um pouco de seu conhecimento com seus familiares, explicando as órbitas dos planetas, e a "turrona" da lua, que insiste em ir para o outro lado. E ao invés de contarmos histórias sobrenaturais de faz-de-conta, por que não contar histórias factuais de como o mundo surgiu da explosão de uma super-nova, contar como os seres humanos evoluíram de seres unicelulares, explicar as forças "reais" que regem a "fina" configuração do nosso sistema solar que nos permite viver. E ao final dessa história de Natal, chamamos a atenção de nosso entes queridos para a lua, para mostrar um acontecimento (não tao raro assim) que conclui o método científico, que não precisamos ser videntes ou astrólogos para prever o futuro. Mas que com um pouco de física e matemática, tudo é explicado de forma natural e simples.

Hoje a noite (25/12/2012) a lua ocultara o planeta Júpiter (again). Então separem seus binóculos e telescópios, chamem a família e espalhem um pouco de conhecimento (com tender e vinho).

Ted-O

Boas festas.