Mostrando postagens com marcador Catálogo Messier. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catálogo Messier. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Messier 66 - NGC 3627

O Messier 66 também conhecido como NGC 3627 é uma galáxia intermediária espiral encontrada na constelação de Leão.

No dia 3 de junho de 2013, o grupo Sofia se reuniu para registrar esta galáxia com o telescópio Meade LX90 de 8" e a câmera DSI II Pro + filtros RGB. Na redução e processamento, foram utilizados os softwares: FITLiberator, AutoStar Image Processing e Photoshop CS3.

Abaixo segue o resultado deste trabalho.


Voluntários - Gabi e Jhordan
Autor: TedBear

sábado, 20 de abril de 2013

The Crab Nebula - A nebulosa do Caranguejo (M1)

Primeiramente, gostaria de fazer-lhes uma atualização específica sobre um de nossos projetos:


“O projeto do registro do Catálogo Messier fará parte de um pequeno livro de registros do extremo sul do Brasil, contendo todos os registros que efetuei com os equipamentos do Grupo Sofia e também com meus equipamentos. Irá conter 4 grandes partes: o sistema físico registrado; a técnica fotográfica envolvida; o processamento de redução específico; os resultados obtidos (as imagens). Estamos trabalhando para a conclusão deste livro ainda em 2013, pois já tenho todas as imagens do livro. Este trabalho é um esforço do Grupo Sofia e o livro está sendo escrito por mim, com colaboração do Prof. Dr. João Rodrigo de Souza Leão (responsável pelo grupo Sofia) na parte do sistema físico e como revisor.”

Voltando ao post.


A nebulosa do Caranguejo, catalogada por Charles Messier como M1 e no novo catálogo geral como NGC 1952, é uma remanescente de Super Nova observada pela primeira vez por astrônomos chineses e Árabes em 1054. Em seu centro, há os restos mortais do que um dia foi uma estrela de alta massa que, em sua fase final, ejetou todo o seu material no espaço resumindo-se em uma estrela de nêutrons. Essa estrela em seu centro, emite pulsos de radiação desde “raios gama” à “ondas de rádio” com uma taxa de rotação de 30,2 vezes por segundo.

O projeto para registro do catálogo Messier surgiu com o objetivo de catalogar todos os 110 objetos do catálogo (nem todos serão fotografados de Rio Grande), desde aglomerados abertos até galáxias em colisão, porém, alguns objetos possuem uma reverência maior, como a nebulosa de Órion, da Águia, da Trífida, as galáxias do Rodamoinho e do Sombreiro, mas um dos principais objetos que eu sempre quis fotografar foi a Nebulosa do Caranguejo (M01). No dia 30 de janeiro de 2013 eu finalmente consegui um tempo bom o suficiente para completar esta etapa do projeto e registrei com sucesso esta incrível remanescente de Super Nova. Em algum outro momento, eu tentei fazer o mesmo registro com o telescópio Greika de 6 polegadas, porém a ótica desse telescópio não é o suficiente para me retornar um bom resultado em vista ao tempo de exposição utilizado (1 minuto).

Para este registro, utilizei o telescópio Meade LX90 de 12 polegadas e a câmera DSI II pro (também da Meade). O processo de registro foi o de sempre, porém com frames de 42,2 segundos de exposição em cada filtro. Como o tempo estava excelente, não tive tanta dor de cabeça no processo de redução.


Autor: Leandro Almeida


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nebulosa de Órion em detalhes

          A nebulosa de Órion é um dos objetos mais estudados do céu e se encontra na constelação de Órion, entre as conhecidas "3 Marias" (cinturão de Órion) e a estrela Rigel. Está à uma distância de 1.600 anos-luz da terra (aproximadamente 1.51e16 km ou 15 quadrilhões de km) ou seja, sua luz levou 1.600 anos para chegar até nós. É uma das poucas nebulosas visíveis sem o auxílio da fotografia de longa exposição, possuindo uma magnitude aparente de 4.0.
          Para a M42 (nome no catálogo Messier), foram utilizados os telescópios MEADE LX90 de 8” (Mosaico em preto e branco) e GREIKA 150x1400 de 6” (região central em cores) em conjunto com as câmeras DSI II Pro e HS10. O processo fotográfico envolveu o registro de 7 setores da nebulosa, sendo empilhados 10 frames de 21.1 segundos em cada, totalizando aproximadamente 25 minutos de exposição para o mosaico. O processamento digital envolveu a revelação das imagens e a correção do ruído , bem como o alinhamento para formar o mosaico. A fotografia em cores da região central foi realizada no ano de 2012 com o telescópio GREIKA, utilizando os filtros vermelho, verde e azul (RGB) no processo de registro, totalizando 11 minutos de exposição no RGB. Como esta nebulosa possui 65 arc-minutos de diâmetro e o sistema LX90+DSI cobre 10 arc-minutos do céu, seriam necessários 6x6 setores para cobrir toda a área de Órion, o que levaria aproximadamente 6 horas de exposição para ter um trabalho final em cores, além do tempo de troca de filtros, reajustes de posição e processamento, é claro. Como estamos no horário de verão, o tempo noturno útil para registro é drasticamente reduzido. Assim, em média, faço os registros entre as 21:30 e 23:00 (pouquíssimo tempo para um mosaico colorido).

          O Poster destaca ainda, um choque em arco (do inglês bow shock) na estrela SAO 132308, que é o arco formado entre a magnetosfera da estrela e o meio interstelar (poeira e gás).



          É um trabalho demorado e específico, mas o resultado sempre vale a pena.


Para saber mais sobre Bow Shocks, acesse:

http://adsabs.harvard.edu/cgi-bin/bib_query?2011A%26A...531A..13S


Autor: Leandro Almeida

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

M57 - A Nebulosa do Anel

A Nebulosa do Anel (M57) esta localizada ao norte da constelação de Lyra, e também é conhecida como Messier 57 ou NGC6720. Esta Nebulosa foi descoberta por Antoine Darquier de Pellepoix em janeiro de 1779, e posteriormente catalogada por Charles Messier como M57.

Diversar tentativas de imagiação deste objeto foram feitas no decorrer de julho de 2012. Abaixo segue um trabalho final das imagens realizadas na segunda quinzena de julho.



Autor: Leandro Almeida

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Nebulosa da Águia e os Pilares da Criação - M16

A Nebulosa da águia, também conhecida como Messier 16 ou NGC 6611, é uma nebulosa com  aglomerado estelar aberto na constelação da Serpente. Foi descoberto por Jean Pilippe de Chesaux entre 1745 e 1746.

Durante o mês de Julho de 2012, fizemos diversos registros desta nebulosa. Um dos primeiros registros coloridos foi realizado no dia 17 de julho no Campus Carreiros com o Telescópio Meade LX 90 de 12 polegadas e a câmera CCD DSI II PRO, também da Meade. A imagem foi feita utilizando filtros RGB que permitem a coloração por canais da imagem no processamento posterior das imagens.


Autor: Leandro Almeida

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nebulosa Trífida - Messier 20

Nos dias 09, 13, 16, 17 e 19 de julho o observatório sofia fez um intensivo no campos carreiros para o registro do catalogo Messier. O tempo se mostrou satisfatório durante toda a semana, possibilitando o registro dos mais diversos tipos de aglomerados, nebulosas e galáxias encontradas no catálogo.

Não vamos nos apegar a detalhes técnicos e procedimentos de registro de redução dos dados, pois esse assunto será debatido aqui no futuro de maneira mais detalhada.

Abaixo segue a posição e detalhes da nebulosa obtidos no software Stellarium:

Trifid nebula - M 20 - Stellarium 
Devido a capacidade do telescópio e a resolução da câmera, a imagem final cobriu uma área de 0.07 graus sendo que a M20 tem aproximadamente 0.25 graus de diâmetro e magnitude aparente de 6,30.
Abaixo apresento o resultado após o processo de redução da M20:



M20 - Nebulosa Trífida - 60s, 5 imagens - DSI Pro B&W Meade - LX90 12`` - Leandro Almeida


O resultado foi excepcional em vista do tempo de exposição.

Autor: Leandro Almeida




sábado, 6 de agosto de 2011

Sejam Bem Vindos!

Sejam bem vindos ao Observatório SOFIA! O observatório mais Setentrional do Brasil, localizado na cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul. Estamos em operação desde fevereiro de 2011.

Este observatório é mantido pelo Grupo de Pesquisas SOFIA da Universidade Federal do Rio Grande. O grupo está ligado ao Instituto de Matemática, Estatística e Física (IMEF) e faz pesquisas sobre Astronomia Extragalática nas sub-áreas de formação estelar e síntese de populações. Estudamos também galáxias ultra-luminosas no infravermelho e galáxias starburst.

O Observatório SOFIA é um esforço do grupo de investir na formação de alunos de graduação. Através do contato com equipamentos astronômicos desde cedo é possível despertar a curiosidade científica e o conhecimento de técnicas observacionais modernas.

O observatório conta com dois telescópios MEADE LX 90 de 8 e 12 polegadas. Além disso contamos com diversas objetivas de campo largo e uma câmera CCD para fotografia astronômica.

O observatório foi criado pelo Prof. Dr. João Rodrigo Souza Leão e financiado através de um projeto do CNPq. Entretanto a concretização deste observatório só foi possível graças aos esforços adicionais da Profa. Dra. Denise Maria Varella Martinez, Diretora do IMEF  e do Prof. Dr. Mozart Tavares Martins Filho, Pró-reitor de infra-estrutura da Universidade Federal do Rio Grande - FURG.

Atualmente o observatório conta com contribuição do Prof. Dr. Fabrício Ferrari e dos acadêmicos de Física Jéssica Nunes, Iuna de Leon e Leandro Ted. O observatório foi oficialmente criado em Fevereiro de 2011 e este espaço destina-se à divulgação de nossas observações, datas de visitas e fotos.

O grupo SOFIA mantém ainda outra página onde alunos do grupo praticam a arte de ler artigos e escrever pequenos ensaios científicos: http://astrophisika.blogspot.com/. 

Outras postagens vão mostrar a história do Observatório SOFIA e também nossas observações.

Sejam Bem vindos!